Portanto, são dois os passos a frente dados por Antonio Meneghetti em relação ao mundo religioso e científico-filosófico: ele descreve e demonstra a alma. Demonstra a sua existência clinicamente, através dos resultados (ou seja, sempre que dava o direcionamento ao cliente segundo este princípio, se tinha a cura, o crescimento, a realização) e a descreve por meio de 15 características. A descoberta do Em Si ôntico nasce da pluriexperimentação científica através da aplicação do método bilógico. A análise foi feita durante mais de 10 anos de estudo e comparações aplicadas com centenas de seres humanos de culturas, países, ideologias e formação psicológica diferentes.
O Em Si ôntico tem uma coerência com os grandes textos da humanidade. É o próprio Meneghetti a afirmá-lo. Reconhece que a grandeza histórica do seu pensamento não está em ter descoberto algo do qual não se sabia a existência. Pelo contrário, o Em Si ôntico é – como identificado por Meneghetti – aquilo que tantos outros procuraram e deduziram. De onde os outros chegam, Antonio Meneghetti recomeça. A inovação está em dar a esta descoberta uma dignidade científica.
O Em Si ôntico não constitui uma sugestão mística, mas é algo concreto e real no interior de cada homem, e cuja individuação e colocação “em foco” consente o sucesso em todos os aspectos concretos do existir do homem. Determina a saúde, o bem-estar e também o prazer e o sucesso econômico e social. E ao invés de representá-lo em termos fideísticos ou dogmáticos, Antonio Meneghetti o descreve quase anatomicamente, ilustrando toda a sua fenomenologia com a precisão de um pesquisador atento, tornando possível a sua compreensão e aplicação pessoal a cada ser humano.
Este projeto virtual constitui a identidade de cada indivíduo, o seu projeto de vida, o primeiro e último escopo existencial. Compreender que se é isso, compreender as suas regras, é fundamental, pois este princípio é que leva à própria madura realização. “Em Si ôntico” significa “em si do fato, do acontecido, daquilo que é”, ou seja, entende-se o primeiro momento, a primeira radicalidade que se torna o constituinte daquilo que é fenomênico, que aparece e que se é. É o primeiro real que identifica e que faz ser. “Identidade” vem do latim id quod est ens, significa aquilo que o ser é aqui, agora e assim.
O Em Si ôntico é o fulcro, a base de toda a ciência ontopsicológica, que a torna epistêmica a todas as outras, enquanto inicia a evidenciar um princípio elementar que se faz criitério de realidade funcional para a lógica humana.
Para mais informações sobre o Em Si ôntico, consultar o livro de Antonio Meneghetti O Em Si do Homem. 5.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2008.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
A ONTOPSICOLOGIA E A PESQUISA DA ALMA
Desde a Antiguidade, há algo que provoca grande curiosidade nos seres humanos, mas que permanece um problema não resolvido: a existência da alma. O termo alma vem do grego άνεμος [ánemos] e significa “vento, espírito, sopro vital”. Quando os primeiros filósofos e pesquisadores da civilização humana começaram a querer entender o princípio que constituía o ser humano, chamaram-no de “alma” para descrever um conceito inefável, que não pode ser verbalizado, difícil de ser explicado, impossível de ser tocado, mas que habita e sustenta o corpo e o mantém vivo.
Os filósofos e pesquisadores tinham o problema de explicar aos homens princípios elementares como: Por que o corpo vive? Por que o homem pensa? E a primeira coisa que se nota é que se move. Na natureza, existem forças que agem sem serem vistas. Por exemplo, do vento se vê somente os efeitos que produz. O vento se move, tem uma direção, mas nem sempre se entende aonde vai, é visto somente pelos efeitos. Observando que o homem se move, usaram uma metáfora: “dentro existe o vento”.
Foram os antigos gregos que tornaram a alma um conceito filosófico, possível de ser analisado com técnicas racionais. Sucessivamente, também as religiões tomaram esse conceito – por exemplo, na Bíblia afirma-se que Deus soprou dentro da matéria e esta começou a agir, a refletir e deste modo o homem foi criado. Portanto, o discurso da alma, de filosófico começa a assumir uma conotação religiosa e os estudos feitos naquela época buscavam conciliar tal conceito místico com a racionalidade ocidental.
Com o nascimento do Iluminismo e com a sucessiva Revolução Industrial, o interesse científico começa a se deslocar para o estudo da mente. Com o nascimento do método científico, o conceito de alma torna-se prerrogativa das religiões, pois começa a ser considerada não científica pelo fato de não poder ser medida, observada e reproduzível experimentalmente.
Porém, o interesse filosófico pela alma continuará por parte de diversos filósofos como Schopenhauer, Kant e Hegel. No século XX se prosseguirá a tendência de considerá-la um conceito místico, ainda que alguns estudiosos como Brentano, Freud, Jung, Jaspers e Gabriel Marcel evidenciarão que dentro dos homens existem outras pulsões e intencionalidades criativas e vitais que não pertencem estritamente à razão.
Apesar disso, durante grande parte do século XX permanecerá sem resposta a pergunta: existe alma? E se existe, pode-se descrevê-la e estudá-la de modo racional ou até mesmo científico?
Iniciando a cura do ser humano e procurando um princípio que curasse – o critério que pudesse dar a direção da vida – Antonio Meneghetti descobre que no background do inconsciente não existia a vida e a morte, porque estas são conseqüentes, mas existia um princípio, um critério vivente e transcendente. “Transcendente” no sentido de que estava naquele sujeito, mas contemporaneamente não estava; enquanto é presente e articulador da estrutura humana, contemporaneamente está fora dela, como o pensamento. Quando articulo uma frase, um pensamento, uma relação, exponho as palavras, mas o responsável sou eu. “Eu” quem? Se alguém me procura como “eu”, não me encontra. Pode encontrar as mãos, os ossos, mas não encontra o eu agente e responsável, o eu voluntário que decide. Porém, esse “eu” se formaliza, se exemplifica, se exterioriza.
Escreve Meneghetti: “Ao iniciar a cura do ser humano, eu buscava um princípio que curasse, o critério que pudesse dar a direção da vida. A primeira coisa que descobri foi o campo semântico. Na minha pesquisa, segui todas as pulsões que eu interceptava com o campo semântico. Experimentando as diversas vetorialidades, pude isolar e identificar uma pulsão. Todas as vezes que as suas indicações eram seguidas, ou seja, a sua intencionalidade, esta dinâmica certificava um resultado positivo para o indivíduo (equilíbrio, saúde, progressão, funcionalidade): a autorrealização.
Se era desacreditada, o indivíduo sofria uma perda, um desequilíbrio tanto no plano existencial quanto no plano biológico-funcional. É uma pulsão que convive com todas as outras, às vezes segue junto com as demais e às vezes não, mas é sempre co-presente. A prova contínua de tudo isto é a cura objetiva, existencial, psíquica ou psicossomática, isto é, a constante cura e resolução do sintoma. Através de repetidas hipóteses com resultado idêntico, cheguei à descoberta formal do Em Si ôntico.”
Qual é, no entanto, a novidade do Em Si ôntico em relação ao conceito de alma?
A novidade de Meneghetti é ter individuado (o reconheceu, identificou que existia), isolado (o distinguiu, separou de todas as outras realidades, pulsões, critérios etc.), especificado (descreveu como se manifesta, o que faz, como faz e porque faz) e demonstrado (através dos resultados) este princípio. Ele descreveu as 15 características deste princípio, portanto, deixou de ser algo simplesmente metafísico, que não podia ser acessado e passou a ser algo possível de se identificar na existência.
Meneghetti diz: “Toda a práxis da Ontopsicologia consiste na individuação e na aplicação do Em Si ôntico, no ensinar a individuá-lo e torná-lo operativo na vida de todos os dias.”
Para mais informações sobre o Em Si ôntico, descoberta da ciência ontopsicológica, indica-se os livros de Antonio Meneghetti Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004.
Os filósofos e pesquisadores tinham o problema de explicar aos homens princípios elementares como: Por que o corpo vive? Por que o homem pensa? E a primeira coisa que se nota é que se move. Na natureza, existem forças que agem sem serem vistas. Por exemplo, do vento se vê somente os efeitos que produz. O vento se move, tem uma direção, mas nem sempre se entende aonde vai, é visto somente pelos efeitos. Observando que o homem se move, usaram uma metáfora: “dentro existe o vento”.
Foram os antigos gregos que tornaram a alma um conceito filosófico, possível de ser analisado com técnicas racionais. Sucessivamente, também as religiões tomaram esse conceito – por exemplo, na Bíblia afirma-se que Deus soprou dentro da matéria e esta começou a agir, a refletir e deste modo o homem foi criado. Portanto, o discurso da alma, de filosófico começa a assumir uma conotação religiosa e os estudos feitos naquela época buscavam conciliar tal conceito místico com a racionalidade ocidental.
Com o nascimento do Iluminismo e com a sucessiva Revolução Industrial, o interesse científico começa a se deslocar para o estudo da mente. Com o nascimento do método científico, o conceito de alma torna-se prerrogativa das religiões, pois começa a ser considerada não científica pelo fato de não poder ser medida, observada e reproduzível experimentalmente.
Porém, o interesse filosófico pela alma continuará por parte de diversos filósofos como Schopenhauer, Kant e Hegel. No século XX se prosseguirá a tendência de considerá-la um conceito místico, ainda que alguns estudiosos como Brentano, Freud, Jung, Jaspers e Gabriel Marcel evidenciarão que dentro dos homens existem outras pulsões e intencionalidades criativas e vitais que não pertencem estritamente à razão.
Apesar disso, durante grande parte do século XX permanecerá sem resposta a pergunta: existe alma? E se existe, pode-se descrevê-la e estudá-la de modo racional ou até mesmo científico?
Iniciando a cura do ser humano e procurando um princípio que curasse – o critério que pudesse dar a direção da vida – Antonio Meneghetti descobre que no background do inconsciente não existia a vida e a morte, porque estas são conseqüentes, mas existia um princípio, um critério vivente e transcendente. “Transcendente” no sentido de que estava naquele sujeito, mas contemporaneamente não estava; enquanto é presente e articulador da estrutura humana, contemporaneamente está fora dela, como o pensamento. Quando articulo uma frase, um pensamento, uma relação, exponho as palavras, mas o responsável sou eu. “Eu” quem? Se alguém me procura como “eu”, não me encontra. Pode encontrar as mãos, os ossos, mas não encontra o eu agente e responsável, o eu voluntário que decide. Porém, esse “eu” se formaliza, se exemplifica, se exterioriza.
Escreve Meneghetti: “Ao iniciar a cura do ser humano, eu buscava um princípio que curasse, o critério que pudesse dar a direção da vida. A primeira coisa que descobri foi o campo semântico. Na minha pesquisa, segui todas as pulsões que eu interceptava com o campo semântico. Experimentando as diversas vetorialidades, pude isolar e identificar uma pulsão. Todas as vezes que as suas indicações eram seguidas, ou seja, a sua intencionalidade, esta dinâmica certificava um resultado positivo para o indivíduo (equilíbrio, saúde, progressão, funcionalidade): a autorrealização.
Se era desacreditada, o indivíduo sofria uma perda, um desequilíbrio tanto no plano existencial quanto no plano biológico-funcional. É uma pulsão que convive com todas as outras, às vezes segue junto com as demais e às vezes não, mas é sempre co-presente. A prova contínua de tudo isto é a cura objetiva, existencial, psíquica ou psicossomática, isto é, a constante cura e resolução do sintoma. Através de repetidas hipóteses com resultado idêntico, cheguei à descoberta formal do Em Si ôntico.”
Qual é, no entanto, a novidade do Em Si ôntico em relação ao conceito de alma?
A novidade de Meneghetti é ter individuado (o reconheceu, identificou que existia), isolado (o distinguiu, separou de todas as outras realidades, pulsões, critérios etc.), especificado (descreveu como se manifesta, o que faz, como faz e porque faz) e demonstrado (através dos resultados) este princípio. Ele descreveu as 15 características deste princípio, portanto, deixou de ser algo simplesmente metafísico, que não podia ser acessado e passou a ser algo possível de se identificar na existência.
Meneghetti diz: “Toda a práxis da Ontopsicologia consiste na individuação e na aplicação do Em Si ôntico, no ensinar a individuá-lo e torná-lo operativo na vida de todos os dias.”
Para mais informações sobre o Em Si ôntico, descoberta da ciência ontopsicológica, indica-se os livros de Antonio Meneghetti Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
PARA A ONTOPSICOLOGIA, O QUE É O HOMEM?
A Ontopsicologia é a indagação científica dos processos mentais em todos os seus aspectos, compreendidos aquele do ser. É uma ciência que analisa os processos mentais em conexão com o problema ontológico. “Problema ontológico” quer dizer interrogar-se sobre “quem sou, de onde venho, para onde vou”, portanto significa buscar a causa primeira e como ela está co-envolvida onde existo.
O problema fundamental da Ontopsicologia é “o que é o homem”. Para esse problema, a escola ontopsicológica é capaz de dar uma solução científica. “Científico” significa que posso demonstrar o que afirmo, visto que tenho o conhecimento fenomênico total daquilo que exponho teoricamente e posso torná-lo compreensível e repetível aos outros.
Indagado com os parâmetros da ciência ontopsicológica, o homem revela-se constituído por um Em Si ôntico, por um Eu e por um monitor de deflexão.
O Em Si ôntico, principal descoberta da Ontopsicologia, é o projeto básico de natureza que constitui o ser humano. É o ponto primeiro a partir do qual se principia, se determina uma individuação, o princípio que faz ser ou não ser, existir ou não existir.
O Eu lógico histórico – também chamado de Eu consciente, Eu voluntarista pensante, Eu agente responsável – é a capacidade de mediar o real externo segundo a exigência interior individual. É o ponto de tomada de consciência do quanto existo e a sede de todas as relações possíveis. O Eu é aquela função mediante a qual o sujeito se auto-colhe, mede e é medido.
O monitor de deflexão é um programa acumulado no interior das células cerebrais que antecipa e distorce a reflexão egoceptiva. Enquanto a percepção sintetiza o que é relativo àquela individuação, o monitor de deflexão fixa um programa, age com interferência especular, ou seja, projetando imagens, e o torna prioritário a todos os outros. Daqui se origina o inconsciente.
Com esses três elementos, a escola ontopsicológica é capaz de examinar:
1) como é agora o fato homem
2) qual é a direção segundo a qual deveria evolui, ou seja, qual é o seu fim e, caso o fim não se verifique, por que ocorre a discrepância.
Trecho adaptado do texto de Antonio Meneghetti A teoria ontopsicológica da personalidade, publicado no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004. pp.215-295.
O problema fundamental da Ontopsicologia é “o que é o homem”. Para esse problema, a escola ontopsicológica é capaz de dar uma solução científica. “Científico” significa que posso demonstrar o que afirmo, visto que tenho o conhecimento fenomênico total daquilo que exponho teoricamente e posso torná-lo compreensível e repetível aos outros.
Indagado com os parâmetros da ciência ontopsicológica, o homem revela-se constituído por um Em Si ôntico, por um Eu e por um monitor de deflexão.
O Em Si ôntico, principal descoberta da Ontopsicologia, é o projeto básico de natureza que constitui o ser humano. É o ponto primeiro a partir do qual se principia, se determina uma individuação, o princípio que faz ser ou não ser, existir ou não existir.
O Eu lógico histórico – também chamado de Eu consciente, Eu voluntarista pensante, Eu agente responsável – é a capacidade de mediar o real externo segundo a exigência interior individual. É o ponto de tomada de consciência do quanto existo e a sede de todas as relações possíveis. O Eu é aquela função mediante a qual o sujeito se auto-colhe, mede e é medido.
O monitor de deflexão é um programa acumulado no interior das células cerebrais que antecipa e distorce a reflexão egoceptiva. Enquanto a percepção sintetiza o que é relativo àquela individuação, o monitor de deflexão fixa um programa, age com interferência especular, ou seja, projetando imagens, e o torna prioritário a todos os outros. Daqui se origina o inconsciente.
Com esses três elementos, a escola ontopsicológica é capaz de examinar:
1) como é agora o fato homem
2) qual é a direção segundo a qual deveria evolui, ou seja, qual é o seu fim e, caso o fim não se verifique, por que ocorre a discrepância.
Trecho adaptado do texto de Antonio Meneghetti A teoria ontopsicológica da personalidade, publicado no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004. pp.215-295.
sábado, 30 de janeiro de 2010
CONSTANTE H: PONTO DE PARTIDA E CHEGADA DE TODA PESQUISA INERENTE AO HUMANO
De 4 a 8 de agosto de 1988, Roma hospedou o Congresso Internacional de Ontopsicologia. Organizado pela Associação Internacional de Ontopsicologia desde 1973, este importante evento científico completava seus 15 anos e chegava à sua 12ª edição. Pesquisadores, profissionais liberais, estudantes e representantes das maiores organizações de psicologia do mundo reuniram-se na capital italiana para discutir o tema “emoção e atividade psíquica”.
Entre os presentes, destacaram-se a Dra. Selma Sapir (EUA, representante oficial da ONU), a Prof.a Florence Denmark (EUA, ex-presidente da APA, sócia fundadora do ICP, coordenadora da seção de psicologia da mulher da APA), o Dr. Carlos Acosta Nodal (diretor do Hospital Psiquiátrico Calixto Garcia de La Habana, responsável pela pesquisa em psicoterapia de Cuba), H. Kavanagh (EUA), Acad. Prof. Alexej Matiuskin (diretor do Instituto Psicopedagógico da Academia Soviética das Ciências e Presidente da Associação Psicológica da URSS), Prof. Hugo Bellido Moscoso (Decano da Faculdade de Psicologia da Universidade San Martin de Porres de Lima, Peru), Exmo Sr. Gerardo Gaibisso (membro do Parlamento Europeu, representando o Presidente Lord Plumb), F. Cuttitta (EUA).
Foi nessa atmosfera de estímulo ao desenvolvimento científico da psicologia que pela primeira vez em nível oficial o Prof. Antonio Meneghetti expôs o conceito da “constante H”, definindo-a como o “critério objetivo da funcionalidade humana e dos valores referentes a ela. O valor prioritário elementar deduzido da intrínseca forma que individua e especifica o humano enquanto tal e o distingue de todas as outras formas e modos do existir”.
Colocado esse critério, delineia-se portanto uma nova objetividade, não mais baseada em princípios apodícticos e dogmas fixos, externos ao objeto de pesquisa que é o homem. Em uma entrevista ao final do congresso, questionado sobre esse novo conceito apresentado, o Prof. Meneghetti respondeu: “No âmbito da Ontopsicologia, em toda a sua investigação e em toda a sua metódica, pontualizou-se um critério discriminante. A constante H, definida em termos compreensíveis, é uma forma que especifica a existência do humano no interior do universo. Nós somos humanos porque correspondemos a uma forma bem precisa, intencionada pelo ser neste planeta”.
Do latim homo ou humanitas, a Ontopsicologia descreve a constante H como o modo de inteligência do gênero humano. No Dicionário de Ontopsicologia, o Prof. Meneghetti escreve que “a constante H é importante e insubstituível para tudo o que se refere à circunspeção da ciência psicológica; é o aspecto que diferencia, especifica e distingue qualquer pesquisa inerente ao humano, portanto é o ponto de chegada que se torna, porém, o ponto de partida”.
Para maiores informações sobre o XII Congresso Internacional de Ontopsicologia, indica-se o texto Congresso sui processi psichici publicado no livro de Antonio Meneghetti Psicoterapia e Società. Roma: Ontopsicologica Ed., 1989. pp. 243-248.
Leia depoimentos de participantes do XII Congresso Internacional de Ontopsicologia.
Para aprofundamentos sobre o tema da constante H, consultar o texto Em Si ôntico e constante H, presente no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp. 45-57.
Entre os presentes, destacaram-se a Dra. Selma Sapir (EUA, representante oficial da ONU), a Prof.a Florence Denmark (EUA, ex-presidente da APA, sócia fundadora do ICP, coordenadora da seção de psicologia da mulher da APA), o Dr. Carlos Acosta Nodal (diretor do Hospital Psiquiátrico Calixto Garcia de La Habana, responsável pela pesquisa em psicoterapia de Cuba), H. Kavanagh (EUA), Acad. Prof. Alexej Matiuskin (diretor do Instituto Psicopedagógico da Academia Soviética das Ciências e Presidente da Associação Psicológica da URSS), Prof. Hugo Bellido Moscoso (Decano da Faculdade de Psicologia da Universidade San Martin de Porres de Lima, Peru), Exmo Sr. Gerardo Gaibisso (membro do Parlamento Europeu, representando o Presidente Lord Plumb), F. Cuttitta (EUA).
Foi nessa atmosfera de estímulo ao desenvolvimento científico da psicologia que pela primeira vez em nível oficial o Prof. Antonio Meneghetti expôs o conceito da “constante H”, definindo-a como o “critério objetivo da funcionalidade humana e dos valores referentes a ela. O valor prioritário elementar deduzido da intrínseca forma que individua e especifica o humano enquanto tal e o distingue de todas as outras formas e modos do existir”.
Colocado esse critério, delineia-se portanto uma nova objetividade, não mais baseada em princípios apodícticos e dogmas fixos, externos ao objeto de pesquisa que é o homem. Em uma entrevista ao final do congresso, questionado sobre esse novo conceito apresentado, o Prof. Meneghetti respondeu: “No âmbito da Ontopsicologia, em toda a sua investigação e em toda a sua metódica, pontualizou-se um critério discriminante. A constante H, definida em termos compreensíveis, é uma forma que especifica a existência do humano no interior do universo. Nós somos humanos porque correspondemos a uma forma bem precisa, intencionada pelo ser neste planeta”.
Do latim homo ou humanitas, a Ontopsicologia descreve a constante H como o modo de inteligência do gênero humano. No Dicionário de Ontopsicologia, o Prof. Meneghetti escreve que “a constante H é importante e insubstituível para tudo o que se refere à circunspeção da ciência psicológica; é o aspecto que diferencia, especifica e distingue qualquer pesquisa inerente ao humano, portanto é o ponto de chegada que se torna, porém, o ponto de partida”.
Leia depoimentos de participantes do XII Congresso Internacional de Ontopsicologia.
Para aprofundamentos sobre o tema da constante H, consultar o texto Em Si ôntico e constante H, presente no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp. 45-57.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O PROJETO DE NATUREZA DO SER HUMANO
Somos todos partícipes da natureza. E a natureza nos deu um projeto, uma semente, uma identidade. A escola ontopsicológica denomina este projeto de Em Si ôntico e o define como “a radicalidade da atividade psíquica, o projeto de natureza que constitui o ser humano” (Manual de Ontopsicologia, 2003, p.134).
Consideremos um edifício construído por vários componentes materiais e combinações técnicas, as quais têm uma ordem, um escopo. Não obstante a composição físico-química do cimento ser igual tanto nesta estrutura quanto em um outro edifício, há uma substancial diferença: as funções para as quais as construções são destinadas. Para compreender o projeto de cada edifício, devo saber quem é o arquiteto que está realizando o projeto. O Em Si ôntico é o arquiteto, o princípio que constitui cada ser humano.
Etimologicamente, “projeto” significa o a priori, o premeditado, o pré-pensado, o pré-lançado para, uma forma para. “O projeto é um princípio com faculdade de individuar, especificar e metabolizar tudo o que lhe é próprio no âmbito do real; por isso torna-se real e faz evolução segundo uma sua precisa forma do princípio” (Genoma ôntico, 2003, p.137). A ciência última é aquela que consente conhecer e realizar este projeto. A Ontopsicologia fez justamente isso: compreendeu o projeto e individuou o critério de como lê-lo.
O Em Si ôntico é o critério elementar de todos os comportamentos psicorgânicos e a sua descoberta se deu no interior da casuística clínica. A longa pesquisa científica de Antonio Meneghetti, realizada através de anos de estudo e comparações aplicadas em centenas de seres humanos, em aglomerados sociais de diferentes ideologias e formações psicológicas, lhe consentiu individuar o critério de sanidade, de vida, que é igual seja para a célula, seja para a estrutura orgânica, seja para o organísmico, seja para os comportamentos cerebrais, seja para aqueles da fantasia etc. Para qualquer comportamento do humano, o critério é o mesmo: o Em Si ôntico.
Para maiores informações sobre este argumento, indica-se o livro de Antonio Meneghetti Genoma ôntico. 2.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2003.
Para aprofundamentos sobre o Em Si ôntico, indica-se a obra específica do autor Em Si do homem. 5. ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004.
Consideremos um edifício construído por vários componentes materiais e combinações técnicas, as quais têm uma ordem, um escopo. Não obstante a composição físico-química do cimento ser igual tanto nesta estrutura quanto em um outro edifício, há uma substancial diferença: as funções para as quais as construções são destinadas. Para compreender o projeto de cada edifício, devo saber quem é o arquiteto que está realizando o projeto. O Em Si ôntico é o arquiteto, o princípio que constitui cada ser humano.
Etimologicamente, “projeto” significa o a priori, o premeditado, o pré-pensado, o pré-lançado para, uma forma para. “O projeto é um princípio com faculdade de individuar, especificar e metabolizar tudo o que lhe é próprio no âmbito do real; por isso torna-se real e faz evolução segundo uma sua precisa forma do princípio” (Genoma ôntico, 2003, p.137). A ciência última é aquela que consente conhecer e realizar este projeto. A Ontopsicologia fez justamente isso: compreendeu o projeto e individuou o critério de como lê-lo.
O Em Si ôntico é o critério elementar de todos os comportamentos psicorgânicos e a sua descoberta se deu no interior da casuística clínica. A longa pesquisa científica de Antonio Meneghetti, realizada através de anos de estudo e comparações aplicadas em centenas de seres humanos, em aglomerados sociais de diferentes ideologias e formações psicológicas, lhe consentiu individuar o critério de sanidade, de vida, que é igual seja para a célula, seja para a estrutura orgânica, seja para o organísmico, seja para os comportamentos cerebrais, seja para aqueles da fantasia etc. Para qualquer comportamento do humano, o critério é o mesmo: o Em Si ôntico.
Para maiores informações sobre este argumento, indica-se o livro de Antonio Meneghetti Genoma ôntico. 2.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2003.
Para aprofundamentos sobre o Em Si ôntico, indica-se a obra específica do autor Em Si do homem. 5. ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004.
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domingo, 15 de novembro de 2009
O PROBLEMA RESOLVIDO: A EXISTÊNCIA DA ALMA
Alma ou espírito significa “sopro vital”. Os antigos entendiam com sopro algo que é invisível mas do qual se vêem os efeitos. Para todas as grandes religiões, a alma era um conceito natural do homem e representava o seu ponto de contato com a divindade. Foram os antigos gregos a tornar a alma um conceito filosófico, possível de ser analisado segundo técnicas racionais. Todos os pré-socráticos interrogaram-se sobre a alma e, em particular, sobre a ligação entre corpo e alma, as duas dimensões fundamentais do existir homem.
Segundo Platão, alma e corpo são separados, enquanto que, para Aristóteles, estão estritamente coligados. “A alma é o ato primeiro de um corpo natural que possui a vida em potência. É portanto manifesto que a alma não é separável do corpo, visto que a atividade de algumas das suas partes é o ato das correspondentes partes do corpo”, escreveu Aristóteles. Por isso “os corpos naturais são instrumentos (órgãos) da alma”.
Com o Cristianismo, de filosófico, o “discurso sobre a alma” torna-se religioso. Os estudos que são desenvolvidos se referem à tentativa de tornar coerente o conceito de “alma” em sentido católico com a racionalidade ocidental. Com o Iluminismo e a sucessiva Revolução Industrial, o interesse dos estudiosos se concentra na razão, e a alma é frequentemente reputada um conceito religioso e, portanto, não-científico. Ainda assim, continuará um interesse filosófico pela alma por parte de numerosos estudiosos, entre os quais Schopenhauer, Kant e Hegel.
No século XX prosseguirá a tendência de considerar a alma um conceito místico. Ainda que alguns estudiosos como Brentano, Freud, Jung, Jaspers e Gabriel Marcel tenham evidenciado que no interior do ser humano existem pulsões e intencionalidades criativas e vitais que não são de estrito pertencimento da razão, o problema permanece sem resposta: existe a alma? E, se existe, ela pode ser descrita e estudada de modo racional ou até mesmo científico?
Iniciando a cura do ser humano, e buscando um princípio curativo, o critério que pudesse dar a direção da vida, Antonio Meneghetti, fundador da escola ontopsicológica, descobriu que, no background do inconsciente havia um princípio, um critério vivente e transcendente. Definiu este princípio de Em Si ôntico. Este princípio era operativo da fenomenologia e do resultado operativo da pessoa. Um sujeito era neurótico ou falimentar porque se contrapunha a propriedades específicas desse critério elementar, ao passo que de tudo o que era conforme a ele, proporcionava ao sujeito vida, bem-estar, satisfação. Através da prática clínica, experimental, Meneghetti verificou que era tal critério que fazia ser ou não ser, estar doente ou sadio, ter êxito ou frustração.
Meneghetti reconhece que a grandeza histórica do seu pensamento não está em ter descoberto algo do qual não se sabia a existência. Pelo contrário, o Em Si ôntico é – como identificado pelo pesquisador – aquilo que tantos outros procuraram e conjecturaram. A inovação está em dar a essa descoberta, através da Ontopsicologia, uma dignidade científica.
Para Meneghetti, o Em Si ôntico não constitui uma sugestão mística, mas é algo de concreto e real no interior de cada homem, e cuja individuação e colocação “em foco” consente o sucesso em todos os aspectos concretos do existir do homem. Determina a saúde, o bem-estar e também o prazer, o sucesso econômico e social. E ao invés de representá-lo em termos fideísticos ou dogmáticos, Antonio Meneghetti o descreve quase anatomicamente, ilustrando toda a sua fenomenologia com a precisão do pesquisador atento, tornando possível a sua compreensão e aplicação pessoal a cada ser humano.
Texto adaptado do artigo As três descobertas: O Em Si ôntico do dossiê Antonio Meneghetti: uma viagem de sucesso, publicado junto à revista Nova Ontopsicologia. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., n. 2, março 2008. pp.14-15.
Para uma introdução ao Em Si ôntico, indica-se o texto de Antonio Meneghetti As três descobertas: o Em Si ôntico contido em Nova fronda virescit: introdução à Ontopsicologia para jovens. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2006. pp.47-56.
Segundo Platão, alma e corpo são separados, enquanto que, para Aristóteles, estão estritamente coligados. “A alma é o ato primeiro de um corpo natural que possui a vida em potência. É portanto manifesto que a alma não é separável do corpo, visto que a atividade de algumas das suas partes é o ato das correspondentes partes do corpo”, escreveu Aristóteles. Por isso “os corpos naturais são instrumentos (órgãos) da alma”.
Com o Cristianismo, de filosófico, o “discurso sobre a alma” torna-se religioso. Os estudos que são desenvolvidos se referem à tentativa de tornar coerente o conceito de “alma” em sentido católico com a racionalidade ocidental. Com o Iluminismo e a sucessiva Revolução Industrial, o interesse dos estudiosos se concentra na razão, e a alma é frequentemente reputada um conceito religioso e, portanto, não-científico. Ainda assim, continuará um interesse filosófico pela alma por parte de numerosos estudiosos, entre os quais Schopenhauer, Kant e Hegel.
No século XX prosseguirá a tendência de considerar a alma um conceito místico. Ainda que alguns estudiosos como Brentano, Freud, Jung, Jaspers e Gabriel Marcel tenham evidenciado que no interior do ser humano existem pulsões e intencionalidades criativas e vitais que não são de estrito pertencimento da razão, o problema permanece sem resposta: existe a alma? E, se existe, ela pode ser descrita e estudada de modo racional ou até mesmo científico?
Iniciando a cura do ser humano, e buscando um princípio curativo, o critério que pudesse dar a direção da vida, Antonio Meneghetti, fundador da escola ontopsicológica, descobriu que, no background do inconsciente havia um princípio, um critério vivente e transcendente. Definiu este princípio de Em Si ôntico. Este princípio era operativo da fenomenologia e do resultado operativo da pessoa. Um sujeito era neurótico ou falimentar porque se contrapunha a propriedades específicas desse critério elementar, ao passo que de tudo o que era conforme a ele, proporcionava ao sujeito vida, bem-estar, satisfação. Através da prática clínica, experimental, Meneghetti verificou que era tal critério que fazia ser ou não ser, estar doente ou sadio, ter êxito ou frustração.
Meneghetti reconhece que a grandeza histórica do seu pensamento não está em ter descoberto algo do qual não se sabia a existência. Pelo contrário, o Em Si ôntico é – como identificado pelo pesquisador – aquilo que tantos outros procuraram e conjecturaram. A inovação está em dar a essa descoberta, através da Ontopsicologia, uma dignidade científica.
Para Meneghetti, o Em Si ôntico não constitui uma sugestão mística, mas é algo de concreto e real no interior de cada homem, e cuja individuação e colocação “em foco” consente o sucesso em todos os aspectos concretos do existir do homem. Determina a saúde, o bem-estar e também o prazer, o sucesso econômico e social. E ao invés de representá-lo em termos fideísticos ou dogmáticos, Antonio Meneghetti o descreve quase anatomicamente, ilustrando toda a sua fenomenologia com a precisão do pesquisador atento, tornando possível a sua compreensão e aplicação pessoal a cada ser humano.
Texto adaptado do artigo As três descobertas: O Em Si ôntico do dossiê Antonio Meneghetti: uma viagem de sucesso, publicado junto à revista Nova Ontopsicologia. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., n. 2, março 2008. pp.14-15.
Para uma introdução ao Em Si ôntico, indica-se o texto de Antonio Meneghetti As três descobertas: o Em Si ôntico contido em Nova fronda virescit: introdução à Ontopsicologia para jovens. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2006. pp.47-56.
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