Portanto, são dois os passos a frente dados por Antonio Meneghetti em relação ao mundo religioso e científico-filosófico: ele descreve e demonstra a alma. Demonstra a sua existência clinicamente, através dos resultados (ou seja, sempre que dava o direcionamento ao cliente segundo este princípio, se tinha a cura, o crescimento, a realização) e a descreve por meio de 15 características. A descoberta do Em Si ôntico nasce da pluriexperimentação científica através da aplicação do método bilógico. A análise foi feita durante mais de 10 anos de estudo e comparações aplicadas com centenas de seres humanos de culturas, países, ideologias e formação psicológica diferentes.
O Em Si ôntico tem uma coerência com os grandes textos da humanidade. É o próprio Meneghetti a afirmá-lo. Reconhece que a grandeza histórica do seu pensamento não está em ter descoberto algo do qual não se sabia a existência. Pelo contrário, o Em Si ôntico é – como identificado por Meneghetti – aquilo que tantos outros procuraram e deduziram. De onde os outros chegam, Antonio Meneghetti recomeça. A inovação está em dar a esta descoberta uma dignidade científica.
O Em Si ôntico não constitui uma sugestão mística, mas é algo concreto e real no interior de cada homem, e cuja individuação e colocação “em foco” consente o sucesso em todos os aspectos concretos do existir do homem. Determina a saúde, o bem-estar e também o prazer e o sucesso econômico e social. E ao invés de representá-lo em termos fideísticos ou dogmáticos, Antonio Meneghetti o descreve quase anatomicamente, ilustrando toda a sua fenomenologia com a precisão de um pesquisador atento, tornando possível a sua compreensão e aplicação pessoal a cada ser humano.
Este projeto virtual constitui a identidade de cada indivíduo, o seu projeto de vida, o primeiro e último escopo existencial. Compreender que se é isso, compreender as suas regras, é fundamental, pois este princípio é que leva à própria madura realização. “Em Si ôntico” significa “em si do fato, do acontecido, daquilo que é”, ou seja, entende-se o primeiro momento, a primeira radicalidade que se torna o constituinte daquilo que é fenomênico, que aparece e que se é. É o primeiro real que identifica e que faz ser. “Identidade” vem do latim id quod est ens, significa aquilo que o ser é aqui, agora e assim.
O Em Si ôntico é o fulcro, a base de toda a ciência ontopsicológica, que a torna epistêmica a todas as outras, enquanto inicia a evidenciar um princípio elementar que se faz criitério de realidade funcional para a lógica humana.
Para mais informações sobre o Em Si ôntico, consultar o livro de Antonio Meneghetti O Em Si do Homem. 5.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2008.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
PARA A ONTOPSICOLOGIA, O QUE É O HOMEM?
A Ontopsicologia é a indagação científica dos processos mentais em todos os seus aspectos, compreendidos aquele do ser. É uma ciência que analisa os processos mentais em conexão com o problema ontológico. “Problema ontológico” quer dizer interrogar-se sobre “quem sou, de onde venho, para onde vou”, portanto significa buscar a causa primeira e como ela está co-envolvida onde existo.
O problema fundamental da Ontopsicologia é “o que é o homem”. Para esse problema, a escola ontopsicológica é capaz de dar uma solução científica. “Científico” significa que posso demonstrar o que afirmo, visto que tenho o conhecimento fenomênico total daquilo que exponho teoricamente e posso torná-lo compreensível e repetível aos outros.
Indagado com os parâmetros da ciência ontopsicológica, o homem revela-se constituído por um Em Si ôntico, por um Eu e por um monitor de deflexão.
O Em Si ôntico, principal descoberta da Ontopsicologia, é o projeto básico de natureza que constitui o ser humano. É o ponto primeiro a partir do qual se principia, se determina uma individuação, o princípio que faz ser ou não ser, existir ou não existir.
O Eu lógico histórico – também chamado de Eu consciente, Eu voluntarista pensante, Eu agente responsável – é a capacidade de mediar o real externo segundo a exigência interior individual. É o ponto de tomada de consciência do quanto existo e a sede de todas as relações possíveis. O Eu é aquela função mediante a qual o sujeito se auto-colhe, mede e é medido.
O monitor de deflexão é um programa acumulado no interior das células cerebrais que antecipa e distorce a reflexão egoceptiva. Enquanto a percepção sintetiza o que é relativo àquela individuação, o monitor de deflexão fixa um programa, age com interferência especular, ou seja, projetando imagens, e o torna prioritário a todos os outros. Daqui se origina o inconsciente.
Com esses três elementos, a escola ontopsicológica é capaz de examinar:
1) como é agora o fato homem
2) qual é a direção segundo a qual deveria evolui, ou seja, qual é o seu fim e, caso o fim não se verifique, por que ocorre a discrepância.
Trecho adaptado do texto de Antonio Meneghetti A teoria ontopsicológica da personalidade, publicado no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004. pp.215-295.
O problema fundamental da Ontopsicologia é “o que é o homem”. Para esse problema, a escola ontopsicológica é capaz de dar uma solução científica. “Científico” significa que posso demonstrar o que afirmo, visto que tenho o conhecimento fenomênico total daquilo que exponho teoricamente e posso torná-lo compreensível e repetível aos outros.
Indagado com os parâmetros da ciência ontopsicológica, o homem revela-se constituído por um Em Si ôntico, por um Eu e por um monitor de deflexão.
O Em Si ôntico, principal descoberta da Ontopsicologia, é o projeto básico de natureza que constitui o ser humano. É o ponto primeiro a partir do qual se principia, se determina uma individuação, o princípio que faz ser ou não ser, existir ou não existir.
O Eu lógico histórico – também chamado de Eu consciente, Eu voluntarista pensante, Eu agente responsável – é a capacidade de mediar o real externo segundo a exigência interior individual. É o ponto de tomada de consciência do quanto existo e a sede de todas as relações possíveis. O Eu é aquela função mediante a qual o sujeito se auto-colhe, mede e é medido.
O monitor de deflexão é um programa acumulado no interior das células cerebrais que antecipa e distorce a reflexão egoceptiva. Enquanto a percepção sintetiza o que é relativo àquela individuação, o monitor de deflexão fixa um programa, age com interferência especular, ou seja, projetando imagens, e o torna prioritário a todos os outros. Daqui se origina o inconsciente.
Com esses três elementos, a escola ontopsicológica é capaz de examinar:
1) como é agora o fato homem
2) qual é a direção segundo a qual deveria evolui, ou seja, qual é o seu fim e, caso o fim não se verifique, por que ocorre a discrepância.
Trecho adaptado do texto de Antonio Meneghetti A teoria ontopsicológica da personalidade, publicado no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004. pp.215-295.
sábado, 30 de janeiro de 2010
CONSTANTE H: PONTO DE PARTIDA E CHEGADA DE TODA PESQUISA INERENTE AO HUMANO
De 4 a 8 de agosto de 1988, Roma hospedou o Congresso Internacional de Ontopsicologia. Organizado pela Associação Internacional de Ontopsicologia desde 1973, este importante evento científico completava seus 15 anos e chegava à sua 12ª edição. Pesquisadores, profissionais liberais, estudantes e representantes das maiores organizações de psicologia do mundo reuniram-se na capital italiana para discutir o tema “emoção e atividade psíquica”.
Entre os presentes, destacaram-se a Dra. Selma Sapir (EUA, representante oficial da ONU), a Prof.a Florence Denmark (EUA, ex-presidente da APA, sócia fundadora do ICP, coordenadora da seção de psicologia da mulher da APA), o Dr. Carlos Acosta Nodal (diretor do Hospital Psiquiátrico Calixto Garcia de La Habana, responsável pela pesquisa em psicoterapia de Cuba), H. Kavanagh (EUA), Acad. Prof. Alexej Matiuskin (diretor do Instituto Psicopedagógico da Academia Soviética das Ciências e Presidente da Associação Psicológica da URSS), Prof. Hugo Bellido Moscoso (Decano da Faculdade de Psicologia da Universidade San Martin de Porres de Lima, Peru), Exmo Sr. Gerardo Gaibisso (membro do Parlamento Europeu, representando o Presidente Lord Plumb), F. Cuttitta (EUA).
Foi nessa atmosfera de estímulo ao desenvolvimento científico da psicologia que pela primeira vez em nível oficial o Prof. Antonio Meneghetti expôs o conceito da “constante H”, definindo-a como o “critério objetivo da funcionalidade humana e dos valores referentes a ela. O valor prioritário elementar deduzido da intrínseca forma que individua e especifica o humano enquanto tal e o distingue de todas as outras formas e modos do existir”.
Colocado esse critério, delineia-se portanto uma nova objetividade, não mais baseada em princípios apodícticos e dogmas fixos, externos ao objeto de pesquisa que é o homem. Em uma entrevista ao final do congresso, questionado sobre esse novo conceito apresentado, o Prof. Meneghetti respondeu: “No âmbito da Ontopsicologia, em toda a sua investigação e em toda a sua metódica, pontualizou-se um critério discriminante. A constante H, definida em termos compreensíveis, é uma forma que especifica a existência do humano no interior do universo. Nós somos humanos porque correspondemos a uma forma bem precisa, intencionada pelo ser neste planeta”.
Do latim homo ou humanitas, a Ontopsicologia descreve a constante H como o modo de inteligência do gênero humano. No Dicionário de Ontopsicologia, o Prof. Meneghetti escreve que “a constante H é importante e insubstituível para tudo o que se refere à circunspeção da ciência psicológica; é o aspecto que diferencia, especifica e distingue qualquer pesquisa inerente ao humano, portanto é o ponto de chegada que se torna, porém, o ponto de partida”.
Para maiores informações sobre o XII Congresso Internacional de Ontopsicologia, indica-se o texto Congresso sui processi psichici publicado no livro de Antonio Meneghetti Psicoterapia e Società. Roma: Ontopsicologica Ed., 1989. pp. 243-248.
Leia depoimentos de participantes do XII Congresso Internacional de Ontopsicologia.
Para aprofundamentos sobre o tema da constante H, consultar o texto Em Si ôntico e constante H, presente no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp. 45-57.
Entre os presentes, destacaram-se a Dra. Selma Sapir (EUA, representante oficial da ONU), a Prof.a Florence Denmark (EUA, ex-presidente da APA, sócia fundadora do ICP, coordenadora da seção de psicologia da mulher da APA), o Dr. Carlos Acosta Nodal (diretor do Hospital Psiquiátrico Calixto Garcia de La Habana, responsável pela pesquisa em psicoterapia de Cuba), H. Kavanagh (EUA), Acad. Prof. Alexej Matiuskin (diretor do Instituto Psicopedagógico da Academia Soviética das Ciências e Presidente da Associação Psicológica da URSS), Prof. Hugo Bellido Moscoso (Decano da Faculdade de Psicologia da Universidade San Martin de Porres de Lima, Peru), Exmo Sr. Gerardo Gaibisso (membro do Parlamento Europeu, representando o Presidente Lord Plumb), F. Cuttitta (EUA).
Foi nessa atmosfera de estímulo ao desenvolvimento científico da psicologia que pela primeira vez em nível oficial o Prof. Antonio Meneghetti expôs o conceito da “constante H”, definindo-a como o “critério objetivo da funcionalidade humana e dos valores referentes a ela. O valor prioritário elementar deduzido da intrínseca forma que individua e especifica o humano enquanto tal e o distingue de todas as outras formas e modos do existir”.
Colocado esse critério, delineia-se portanto uma nova objetividade, não mais baseada em princípios apodícticos e dogmas fixos, externos ao objeto de pesquisa que é o homem. Em uma entrevista ao final do congresso, questionado sobre esse novo conceito apresentado, o Prof. Meneghetti respondeu: “No âmbito da Ontopsicologia, em toda a sua investigação e em toda a sua metódica, pontualizou-se um critério discriminante. A constante H, definida em termos compreensíveis, é uma forma que especifica a existência do humano no interior do universo. Nós somos humanos porque correspondemos a uma forma bem precisa, intencionada pelo ser neste planeta”.
Do latim homo ou humanitas, a Ontopsicologia descreve a constante H como o modo de inteligência do gênero humano. No Dicionário de Ontopsicologia, o Prof. Meneghetti escreve que “a constante H é importante e insubstituível para tudo o que se refere à circunspeção da ciência psicológica; é o aspecto que diferencia, especifica e distingue qualquer pesquisa inerente ao humano, portanto é o ponto de chegada que se torna, porém, o ponto de partida”.
Leia depoimentos de participantes do XII Congresso Internacional de Ontopsicologia.
Para aprofundamentos sobre o tema da constante H, consultar o texto Em Si ôntico e constante H, presente no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp. 45-57.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
CONGRESSO MUNDIAL DE ONTOPSICOLOGIA: UM NOVO CRITÉRIO ÉTICO NO INTERIOR DO HUMANISMO
O homem como centro e fonte de evolução para a humanidade. Em Moscou, a Ontopsicologia individuou e formulou um vetor unitário para o fenômeno da globalização em ato no mundo. “Existe sempre um homem que inicia, que seleciona um caminho, que começa aquilo que define tudo: é um homem que sucessivamente é reconhecido como resposta a alguma coisa que todos já tinham como exigência na sua história e no seu íntimo. Essa pessoa não é excepcional, e sim uma boa consciência de como a realidade está se movendo”. Com essas palavras, diante de um público de mais de 800 acadêmicos, pesquisadores, representantes de organismos internacionais, professores, empresários, profissionais liberais e estudantes provenientes dos cinco continentes do planeta, o Acad. Prof. Antonio Meneghetti abriu o I Congresso Mundial e XV Congresso Internacional de Ontopsicologia.
Com o escopo de apontar as premissas humanistas ao terceiro milênio e indicar um critério ético comum ao homem globalizado, esse evento histórico promovido pela Associação Internacional de Ontopsicologia (AIO) foi realizado em Moscou, de 8 a 12 de outubro de 1997, no Palácio da Academia das Ciências Russas.
Participaram da cerimônia de abertura do congresso o Prof. Wei Jing Han (Diretor do Instituto de Psicologia da Universidade de Pequim), o Dr. K. Wondwessen (Etiópia), o Dr. A. Goroshko (Presidente do Comitê para a Educação e Deputado da Duma – Assembléia Legislativa – de Moscou), a Dra. V. Dimitrieva (Presidente da Associação Eslava de Ontopsicologia), o Acad. Prof. I. Yuzvishin (candidato ao Prêmio Nobel de Física, Presidente da Academia Internacional de Informatização), o Acad. Prof. Antonio Meneghetti (Presidente da AIO), o Sr. V. Bogo (Vice-governador do Estado do Rio Grande do Sul), a Dra. J. Barbieri (Presidente da Associação Brasileira de Ontopsicologia), o Sr. G. Cherini (Deputado Estadual do Rio Grande do Sul) e o Dr. Graham Anderson (Universidade de Sidney) (na foto acima, da esquerda para a direita).
Em entrevista para a publicação do dossiê “Antonio Meneghetti: uma viagem de Sucesso”, o presidente da AIO falou sobre o congresso. “Aquele congresso marcou a guinada do meu interesse intelectual que segue adiante ainda hoje. Com Moscou, concluí meu percurso de terapia individual e social e considero necessário afrontar diversos problemas para o homem de hoje e do futuro. Além disso, era mundial porque era a primeira vez que em um congresso de Ontopsicologia havia representantes de todos os cinco continentes da Terra. Esta foi uma razão, mas não a única. A razão de fundo é que eu queria dar ênfase à globalização”.
Qual é o problema central da globalização? Meneghetti respondeu, em entrevista à mesma publicação. “Precisamos de um critério comum. Sobre o que fundamos o Direito? O homem é a referência para o ordenamento de um plano normativo das condutas sociais. Mas qual homem? O Congresso afronta o tema qual homem deve-se ter como critério?. Continua-se em uma concepção de homem do fim do século XIX, positivista, enquanto eu falo do homem de hoje, com a sua cultura e as suas competências atuais, com os princípios da ONU. A humanidade ainda não conseguiu. Fizemos a ONU, mas ela não existe ainda na ótica do viver comum. É necessário criar princípios reconhecidos por todos. Ainda hoje estes princípios estão atrasados em relação àquele tema.”
A partir desse congresso foi elaborado o livro O critério ético do humano.
Para maiores informações sobre o congresso, indica-se a reportagem Un nuovo criterio etico all’interno dell’umanesimo, publicado na revista Nuova Ontopsicologia. Roma: Psicologica Ed., ano XVI, n. 1, fevereiro 1998. pp. 5-11.
Os trabalhos apresentados no congresso foram publicados no livro Atti del I Congresso Mondiale di Ontopsicologia. Roma: Psicologica Ed., 1999.
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domingo, 15 de novembro de 2009
O PROBLEMA RESOLVIDO: A EXISTÊNCIA DA ALMA
Alma ou espírito significa “sopro vital”. Os antigos entendiam com sopro algo que é invisível mas do qual se vêem os efeitos. Para todas as grandes religiões, a alma era um conceito natural do homem e representava o seu ponto de contato com a divindade. Foram os antigos gregos a tornar a alma um conceito filosófico, possível de ser analisado segundo técnicas racionais. Todos os pré-socráticos interrogaram-se sobre a alma e, em particular, sobre a ligação entre corpo e alma, as duas dimensões fundamentais do existir homem.
Segundo Platão, alma e corpo são separados, enquanto que, para Aristóteles, estão estritamente coligados. “A alma é o ato primeiro de um corpo natural que possui a vida em potência. É portanto manifesto que a alma não é separável do corpo, visto que a atividade de algumas das suas partes é o ato das correspondentes partes do corpo”, escreveu Aristóteles. Por isso “os corpos naturais são instrumentos (órgãos) da alma”.
Com o Cristianismo, de filosófico, o “discurso sobre a alma” torna-se religioso. Os estudos que são desenvolvidos se referem à tentativa de tornar coerente o conceito de “alma” em sentido católico com a racionalidade ocidental. Com o Iluminismo e a sucessiva Revolução Industrial, o interesse dos estudiosos se concentra na razão, e a alma é frequentemente reputada um conceito religioso e, portanto, não-científico. Ainda assim, continuará um interesse filosófico pela alma por parte de numerosos estudiosos, entre os quais Schopenhauer, Kant e Hegel.
No século XX prosseguirá a tendência de considerar a alma um conceito místico. Ainda que alguns estudiosos como Brentano, Freud, Jung, Jaspers e Gabriel Marcel tenham evidenciado que no interior do ser humano existem pulsões e intencionalidades criativas e vitais que não são de estrito pertencimento da razão, o problema permanece sem resposta: existe a alma? E, se existe, ela pode ser descrita e estudada de modo racional ou até mesmo científico?
Iniciando a cura do ser humano, e buscando um princípio curativo, o critério que pudesse dar a direção da vida, Antonio Meneghetti, fundador da escola ontopsicológica, descobriu que, no background do inconsciente havia um princípio, um critério vivente e transcendente. Definiu este princípio de Em Si ôntico. Este princípio era operativo da fenomenologia e do resultado operativo da pessoa. Um sujeito era neurótico ou falimentar porque se contrapunha a propriedades específicas desse critério elementar, ao passo que de tudo o que era conforme a ele, proporcionava ao sujeito vida, bem-estar, satisfação. Através da prática clínica, experimental, Meneghetti verificou que era tal critério que fazia ser ou não ser, estar doente ou sadio, ter êxito ou frustração.
Meneghetti reconhece que a grandeza histórica do seu pensamento não está em ter descoberto algo do qual não se sabia a existência. Pelo contrário, o Em Si ôntico é – como identificado pelo pesquisador – aquilo que tantos outros procuraram e conjecturaram. A inovação está em dar a essa descoberta, através da Ontopsicologia, uma dignidade científica.
Para Meneghetti, o Em Si ôntico não constitui uma sugestão mística, mas é algo de concreto e real no interior de cada homem, e cuja individuação e colocação “em foco” consente o sucesso em todos os aspectos concretos do existir do homem. Determina a saúde, o bem-estar e também o prazer, o sucesso econômico e social. E ao invés de representá-lo em termos fideísticos ou dogmáticos, Antonio Meneghetti o descreve quase anatomicamente, ilustrando toda a sua fenomenologia com a precisão do pesquisador atento, tornando possível a sua compreensão e aplicação pessoal a cada ser humano.
Texto adaptado do artigo As três descobertas: O Em Si ôntico do dossiê Antonio Meneghetti: uma viagem de sucesso, publicado junto à revista Nova Ontopsicologia. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., n. 2, março 2008. pp.14-15.
Para uma introdução ao Em Si ôntico, indica-se o texto de Antonio Meneghetti As três descobertas: o Em Si ôntico contido em Nova fronda virescit: introdução à Ontopsicologia para jovens. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2006. pp.47-56.
Segundo Platão, alma e corpo são separados, enquanto que, para Aristóteles, estão estritamente coligados. “A alma é o ato primeiro de um corpo natural que possui a vida em potência. É portanto manifesto que a alma não é separável do corpo, visto que a atividade de algumas das suas partes é o ato das correspondentes partes do corpo”, escreveu Aristóteles. Por isso “os corpos naturais são instrumentos (órgãos) da alma”.
Com o Cristianismo, de filosófico, o “discurso sobre a alma” torna-se religioso. Os estudos que são desenvolvidos se referem à tentativa de tornar coerente o conceito de “alma” em sentido católico com a racionalidade ocidental. Com o Iluminismo e a sucessiva Revolução Industrial, o interesse dos estudiosos se concentra na razão, e a alma é frequentemente reputada um conceito religioso e, portanto, não-científico. Ainda assim, continuará um interesse filosófico pela alma por parte de numerosos estudiosos, entre os quais Schopenhauer, Kant e Hegel.
No século XX prosseguirá a tendência de considerar a alma um conceito místico. Ainda que alguns estudiosos como Brentano, Freud, Jung, Jaspers e Gabriel Marcel tenham evidenciado que no interior do ser humano existem pulsões e intencionalidades criativas e vitais que não são de estrito pertencimento da razão, o problema permanece sem resposta: existe a alma? E, se existe, ela pode ser descrita e estudada de modo racional ou até mesmo científico?
Iniciando a cura do ser humano, e buscando um princípio curativo, o critério que pudesse dar a direção da vida, Antonio Meneghetti, fundador da escola ontopsicológica, descobriu que, no background do inconsciente havia um princípio, um critério vivente e transcendente. Definiu este princípio de Em Si ôntico. Este princípio era operativo da fenomenologia e do resultado operativo da pessoa. Um sujeito era neurótico ou falimentar porque se contrapunha a propriedades específicas desse critério elementar, ao passo que de tudo o que era conforme a ele, proporcionava ao sujeito vida, bem-estar, satisfação. Através da prática clínica, experimental, Meneghetti verificou que era tal critério que fazia ser ou não ser, estar doente ou sadio, ter êxito ou frustração.
Meneghetti reconhece que a grandeza histórica do seu pensamento não está em ter descoberto algo do qual não se sabia a existência. Pelo contrário, o Em Si ôntico é – como identificado pelo pesquisador – aquilo que tantos outros procuraram e conjecturaram. A inovação está em dar a essa descoberta, através da Ontopsicologia, uma dignidade científica.
Para Meneghetti, o Em Si ôntico não constitui uma sugestão mística, mas é algo de concreto e real no interior de cada homem, e cuja individuação e colocação “em foco” consente o sucesso em todos os aspectos concretos do existir do homem. Determina a saúde, o bem-estar e também o prazer, o sucesso econômico e social. E ao invés de representá-lo em termos fideísticos ou dogmáticos, Antonio Meneghetti o descreve quase anatomicamente, ilustrando toda a sua fenomenologia com a precisão do pesquisador atento, tornando possível a sua compreensão e aplicação pessoal a cada ser humano.
Texto adaptado do artigo As três descobertas: O Em Si ôntico do dossiê Antonio Meneghetti: uma viagem de sucesso, publicado junto à revista Nova Ontopsicologia. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., n. 2, março 2008. pp.14-15.
Para uma introdução ao Em Si ôntico, indica-se o texto de Antonio Meneghetti As três descobertas: o Em Si ôntico contido em Nova fronda virescit: introdução à Ontopsicologia para jovens. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2006. pp.47-56.
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