Nos últimos anos, a Ontopsicologia tem recebido o interesse de acadêmicos, profissionais e operadores sociais de todo o mundo. Seu fundador, o Acad. Prof. Antonio Meneghetti, tem sido convidado para expor sua novidade de pensamento nos maiores centros acadêmicos, culturais, políticos e sociais do planeta, como a ONU, a UNESCO, a Universidade Estatal de São Petersburgo e congressos e conferências internacionais de diferentes áreas (da economia à pedagogia, da psicossomática à filosofia, da psicologia à arte, do cinema à ética).
Mas em que se diferencia a Ontopsicologia das demais escolas?
“1. Utiliza como critério epistemológico de autenticação e de evolução o Em Si ôntico do sujeito.
2. Considera, além de todos os meios já revelados pelas outras escolas, o conhecimento operativo do campo semântico (uma linguagem-base da vida). Ele é o primeiro mediador das interações inconscientes, psicossomáticas e psicossociais. É um transdutor informático sem deslocamento de massa energética: transferência de informação que informatiza.
3. Individua como raiz única de múltiplas alterações o monitor de deflexão: um programa fixo que age com interferência especular antecipando e defletindo a reflexão do Eu. É uma operação memética que não consente a leitura direta entre a interação do sujeito com o real circundante e a intencionalidade do Em Si ôntico.
4. Isolou e individuou a cifremática-base da imagem que é alfabeto da energia. A imagem é o traçado de um formal (dinâmica) que sucessivamente se estrutura de modo psicossomático e psicossocial.
5. Na sua aplicação psicoterapêutica, qualifica a própria operatividade na efetiva resolução do sintoma.
6. Depois da fase de cura, atua a psicoterapia de autenticação para o desenvolvimento de liderança.
7. Compreende vários tipos de metodologias de intervenção operativa entre as quais: a psicoterapia individual e de grupo, a imagogia, a cinelogia, o residence, a melolística, a hidromúsica, a psicotea e o Isomaster.
8. Estrutura-se como psicologia epistêmica e como base interdisciplinar às ciências, por isso pode ser aplicada em todos os campos científicos e existenciais, e em particular: filosofia, arte, sociologia, política, empreendimentos, economia e etc.
9. A Ontopsicologia privilegia a psicologia da autorrealização entendida como responsabilização, formalizando a capacidade do Eu em coincidência com a intencionalidade do Em Si ôntico.”
Trecho com as novidades metodológicas da ciência ontopsicológica extraído do texto O que é a Ontopsicologia, publicado na obra Pedagogia ontopsicológica. 2.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2005. p.17-20
O texto acima foi publicado no blog Ontopsicologia.
terça-feira, 30 de março de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
PARA A ONTOPSICOLOGIA, O QUE É O HOMEM?
A Ontopsicologia é a indagação científica dos processos mentais em todos os seus aspectos, compreendidos aquele do ser. É uma ciência que analisa os processos mentais em conexão com o problema ontológico. “Problema ontológico” quer dizer interrogar-se sobre “quem sou, de onde venho, para onde vou”, portanto significa buscar a causa primeira e como ela está co-envolvida onde existo.
O problema fundamental da Ontopsicologia é “o que é o homem”. Para esse problema, a escola ontopsicológica é capaz de dar uma solução científica. “Científico” significa que posso demonstrar o que afirmo, visto que tenho o conhecimento fenomênico total daquilo que exponho teoricamente e posso torná-lo compreensível e repetível aos outros.
Indagado com os parâmetros da ciência ontopsicológica, o homem revela-se constituído por um Em Si ôntico, por um Eu e por um monitor de deflexão.
O Em Si ôntico, principal descoberta da Ontopsicologia, é o projeto básico de natureza que constitui o ser humano. É o ponto primeiro a partir do qual se principia, se determina uma individuação, o princípio que faz ser ou não ser, existir ou não existir.
O Eu lógico histórico – também chamado de Eu consciente, Eu voluntarista pensante, Eu agente responsável – é a capacidade de mediar o real externo segundo a exigência interior individual. É o ponto de tomada de consciência do quanto existo e a sede de todas as relações possíveis. O Eu é aquela função mediante a qual o sujeito se auto-colhe, mede e é medido.
O monitor de deflexão é um programa acumulado no interior das células cerebrais que antecipa e distorce a reflexão egoceptiva. Enquanto a percepção sintetiza o que é relativo àquela individuação, o monitor de deflexão fixa um programa, age com interferência especular, ou seja, projetando imagens, e o torna prioritário a todos os outros. Daqui se origina o inconsciente.
Com esses três elementos, a escola ontopsicológica é capaz de examinar:
1) como é agora o fato homem
2) qual é a direção segundo a qual deveria evolui, ou seja, qual é o seu fim e, caso o fim não se verifique, por que ocorre a discrepância.
Trecho adaptado do texto de Antonio Meneghetti A teoria ontopsicológica da personalidade, publicado no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004. pp.215-295.
O problema fundamental da Ontopsicologia é “o que é o homem”. Para esse problema, a escola ontopsicológica é capaz de dar uma solução científica. “Científico” significa que posso demonstrar o que afirmo, visto que tenho o conhecimento fenomênico total daquilo que exponho teoricamente e posso torná-lo compreensível e repetível aos outros.
Indagado com os parâmetros da ciência ontopsicológica, o homem revela-se constituído por um Em Si ôntico, por um Eu e por um monitor de deflexão.
O Em Si ôntico, principal descoberta da Ontopsicologia, é o projeto básico de natureza que constitui o ser humano. É o ponto primeiro a partir do qual se principia, se determina uma individuação, o princípio que faz ser ou não ser, existir ou não existir.
O Eu lógico histórico – também chamado de Eu consciente, Eu voluntarista pensante, Eu agente responsável – é a capacidade de mediar o real externo segundo a exigência interior individual. É o ponto de tomada de consciência do quanto existo e a sede de todas as relações possíveis. O Eu é aquela função mediante a qual o sujeito se auto-colhe, mede e é medido.
O monitor de deflexão é um programa acumulado no interior das células cerebrais que antecipa e distorce a reflexão egoceptiva. Enquanto a percepção sintetiza o que é relativo àquela individuação, o monitor de deflexão fixa um programa, age com interferência especular, ou seja, projetando imagens, e o torna prioritário a todos os outros. Daqui se origina o inconsciente.
Com esses três elementos, a escola ontopsicológica é capaz de examinar:
1) como é agora o fato homem
2) qual é a direção segundo a qual deveria evolui, ou seja, qual é o seu fim e, caso o fim não se verifique, por que ocorre a discrepância.
Trecho adaptado do texto de Antonio Meneghetti A teoria ontopsicológica da personalidade, publicado no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004. pp.215-295.
sábado, 30 de janeiro de 2010
CONSTANTE H: PONTO DE PARTIDA E CHEGADA DE TODA PESQUISA INERENTE AO HUMANO
De 4 a 8 de agosto de 1988, Roma hospedou o Congresso Internacional de Ontopsicologia. Organizado pela Associação Internacional de Ontopsicologia desde 1973, este importante evento científico completava seus 15 anos e chegava à sua 12ª edição. Pesquisadores, profissionais liberais, estudantes e representantes das maiores organizações de psicologia do mundo reuniram-se na capital italiana para discutir o tema “emoção e atividade psíquica”.
Entre os presentes, destacaram-se a Dra. Selma Sapir (EUA, representante oficial da ONU), a Prof.a Florence Denmark (EUA, ex-presidente da APA, sócia fundadora do ICP, coordenadora da seção de psicologia da mulher da APA), o Dr. Carlos Acosta Nodal (diretor do Hospital Psiquiátrico Calixto Garcia de La Habana, responsável pela pesquisa em psicoterapia de Cuba), H. Kavanagh (EUA), Acad. Prof. Alexej Matiuskin (diretor do Instituto Psicopedagógico da Academia Soviética das Ciências e Presidente da Associação Psicológica da URSS), Prof. Hugo Bellido Moscoso (Decano da Faculdade de Psicologia da Universidade San Martin de Porres de Lima, Peru), Exmo Sr. Gerardo Gaibisso (membro do Parlamento Europeu, representando o Presidente Lord Plumb), F. Cuttitta (EUA).
Foi nessa atmosfera de estímulo ao desenvolvimento científico da psicologia que pela primeira vez em nível oficial o Prof. Antonio Meneghetti expôs o conceito da “constante H”, definindo-a como o “critério objetivo da funcionalidade humana e dos valores referentes a ela. O valor prioritário elementar deduzido da intrínseca forma que individua e especifica o humano enquanto tal e o distingue de todas as outras formas e modos do existir”.
Colocado esse critério, delineia-se portanto uma nova objetividade, não mais baseada em princípios apodícticos e dogmas fixos, externos ao objeto de pesquisa que é o homem. Em uma entrevista ao final do congresso, questionado sobre esse novo conceito apresentado, o Prof. Meneghetti respondeu: “No âmbito da Ontopsicologia, em toda a sua investigação e em toda a sua metódica, pontualizou-se um critério discriminante. A constante H, definida em termos compreensíveis, é uma forma que especifica a existência do humano no interior do universo. Nós somos humanos porque correspondemos a uma forma bem precisa, intencionada pelo ser neste planeta”.
Do latim homo ou humanitas, a Ontopsicologia descreve a constante H como o modo de inteligência do gênero humano. No Dicionário de Ontopsicologia, o Prof. Meneghetti escreve que “a constante H é importante e insubstituível para tudo o que se refere à circunspeção da ciência psicológica; é o aspecto que diferencia, especifica e distingue qualquer pesquisa inerente ao humano, portanto é o ponto de chegada que se torna, porém, o ponto de partida”.
Para maiores informações sobre o XII Congresso Internacional de Ontopsicologia, indica-se o texto Congresso sui processi psichici publicado no livro de Antonio Meneghetti Psicoterapia e Società. Roma: Ontopsicologica Ed., 1989. pp. 243-248.
Leia depoimentos de participantes do XII Congresso Internacional de Ontopsicologia.
Para aprofundamentos sobre o tema da constante H, consultar o texto Em Si ôntico e constante H, presente no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp. 45-57.
Entre os presentes, destacaram-se a Dra. Selma Sapir (EUA, representante oficial da ONU), a Prof.a Florence Denmark (EUA, ex-presidente da APA, sócia fundadora do ICP, coordenadora da seção de psicologia da mulher da APA), o Dr. Carlos Acosta Nodal (diretor do Hospital Psiquiátrico Calixto Garcia de La Habana, responsável pela pesquisa em psicoterapia de Cuba), H. Kavanagh (EUA), Acad. Prof. Alexej Matiuskin (diretor do Instituto Psicopedagógico da Academia Soviética das Ciências e Presidente da Associação Psicológica da URSS), Prof. Hugo Bellido Moscoso (Decano da Faculdade de Psicologia da Universidade San Martin de Porres de Lima, Peru), Exmo Sr. Gerardo Gaibisso (membro do Parlamento Europeu, representando o Presidente Lord Plumb), F. Cuttitta (EUA).
Foi nessa atmosfera de estímulo ao desenvolvimento científico da psicologia que pela primeira vez em nível oficial o Prof. Antonio Meneghetti expôs o conceito da “constante H”, definindo-a como o “critério objetivo da funcionalidade humana e dos valores referentes a ela. O valor prioritário elementar deduzido da intrínseca forma que individua e especifica o humano enquanto tal e o distingue de todas as outras formas e modos do existir”.
Colocado esse critério, delineia-se portanto uma nova objetividade, não mais baseada em princípios apodícticos e dogmas fixos, externos ao objeto de pesquisa que é o homem. Em uma entrevista ao final do congresso, questionado sobre esse novo conceito apresentado, o Prof. Meneghetti respondeu: “No âmbito da Ontopsicologia, em toda a sua investigação e em toda a sua metódica, pontualizou-se um critério discriminante. A constante H, definida em termos compreensíveis, é uma forma que especifica a existência do humano no interior do universo. Nós somos humanos porque correspondemos a uma forma bem precisa, intencionada pelo ser neste planeta”.
Do latim homo ou humanitas, a Ontopsicologia descreve a constante H como o modo de inteligência do gênero humano. No Dicionário de Ontopsicologia, o Prof. Meneghetti escreve que “a constante H é importante e insubstituível para tudo o que se refere à circunspeção da ciência psicológica; é o aspecto que diferencia, especifica e distingue qualquer pesquisa inerente ao humano, portanto é o ponto de chegada que se torna, porém, o ponto de partida”.
Leia depoimentos de participantes do XII Congresso Internacional de Ontopsicologia.
Para aprofundamentos sobre o tema da constante H, consultar o texto Em Si ôntico e constante H, presente no livro Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2004. pp. 45-57.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
A DESCOBERTA DA ALMA
Colocando-se o problema da cura do ser humano, e buscando um princípio, um critério que pudesse dar a direção da vida, Antonio Meneghetti descobre que no background do inconsciente não existiam a vida e a morte, como enunciava Freud, porque estas são consequentes, e sim um princípio operativo da fenomenologia e do resultado de ação da pessoa.
No interior da casuística clínica, Meneghetti individua, portanto, um critério, aquilo que permite distinguir “o que é bem e o que é mal”. Um sujeito era neurótico ou falimentar quando se contrapunha às propriedades específicas desse princípio elementar, ao passo que ganhava vida, estava bem, satisfeito quando era conforme a ele, e era tal critério que fazia ser ou não ser, estar doente ou sadio, realizado ou frustrado. Meneghetti define este critério de Em Si ôntico.
“Em um primeiro momento, portanto, descobri este critério – o qual era observável, legível, apresentava-se extrínseco – e que seguindo, as suas indicações, levava sempre a resultados precisos: saúde, bem-estar, sucesso. Se esse princípio fosse esquecido, contradito ou alterado, tinha-se sempre a doença, a desordem, a confusão etc.” (Manual de Ontopsicologia, 2003, p.117).
A descoberta do Em Si ôntico ocorre, portanto, no interior da prática clínica a partir de resultados demonstrados. A análise de Meneghetti foi realizada através de anos de estudo e comparações aplicadas em centenas de seres humanos, em diferentes aglomerados sociais, de ideologias diversas e com diferentes formações psicológicas.
“Eu usei este critério observando-o, lendo-o e decodificando-o com todas as habilidades e os estudos que eu tinha como bagagem. Não o alcancei por acaso, possuía muitos instrumentos para lê-lo (...). A fortuna foi que quando fiz a análise desse processo, eu tinha uma formação superior àquela que poderiam ter Jung, Freud, Tomás de Aquino e outros. Eu tinha instrumentos que me consentiam uma análise mais completa.” (Manual de Ontopsicologia, 2003, p.118)
A inovação da pesquisa ontopsicológica foi ter individuado (reconheceu-o), isolado (distinguiu-o de outras instâncias existentes) e especificado (descreveu como se manifesta, o que faz e porque faz) este primeiro princípio. O Em Si ôntico é o critério da Ontopsicologia. Toda a práxis ontopsicológica consiste na individuação e na aplicação do Em Si ôntico.
A inovação da pesquisa ontopsicológica foi ter individuado (reconheceu-o), isolado (distinguiu-o de outras instâncias existentes) e especificado (descreveu como se manifesta, o que faz e porque faz) este primeiro princípio. O Em Si ôntico é o critério da Ontopsicologia. Toda a práxis ontopsicológica consiste na individuação e na aplicação do Em Si ôntico.
Para maiores informações sobre a pesquisa ontopsicológica e a descoberta do Em Si ôntico, consultar o livro Genoma ôntico. 2.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2003.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
CONGRESSO MUNDIAL DE ONTOPSICOLOGIA: UM NOVO CRITÉRIO ÉTICO NO INTERIOR DO HUMANISMO
O homem como centro e fonte de evolução para a humanidade. Em Moscou, a Ontopsicologia individuou e formulou um vetor unitário para o fenômeno da globalização em ato no mundo. “Existe sempre um homem que inicia, que seleciona um caminho, que começa aquilo que define tudo: é um homem que sucessivamente é reconhecido como resposta a alguma coisa que todos já tinham como exigência na sua história e no seu íntimo. Essa pessoa não é excepcional, e sim uma boa consciência de como a realidade está se movendo”. Com essas palavras, diante de um público de mais de 800 acadêmicos, pesquisadores, representantes de organismos internacionais, professores, empresários, profissionais liberais e estudantes provenientes dos cinco continentes do planeta, o Acad. Prof. Antonio Meneghetti abriu o I Congresso Mundial e XV Congresso Internacional de Ontopsicologia.
Com o escopo de apontar as premissas humanistas ao terceiro milênio e indicar um critério ético comum ao homem globalizado, esse evento histórico promovido pela Associação Internacional de Ontopsicologia (AIO) foi realizado em Moscou, de 8 a 12 de outubro de 1997, no Palácio da Academia das Ciências Russas.
Participaram da cerimônia de abertura do congresso o Prof. Wei Jing Han (Diretor do Instituto de Psicologia da Universidade de Pequim), o Dr. K. Wondwessen (Etiópia), o Dr. A. Goroshko (Presidente do Comitê para a Educação e Deputado da Duma – Assembléia Legislativa – de Moscou), a Dra. V. Dimitrieva (Presidente da Associação Eslava de Ontopsicologia), o Acad. Prof. I. Yuzvishin (candidato ao Prêmio Nobel de Física, Presidente da Academia Internacional de Informatização), o Acad. Prof. Antonio Meneghetti (Presidente da AIO), o Sr. V. Bogo (Vice-governador do Estado do Rio Grande do Sul), a Dra. J. Barbieri (Presidente da Associação Brasileira de Ontopsicologia), o Sr. G. Cherini (Deputado Estadual do Rio Grande do Sul) e o Dr. Graham Anderson (Universidade de Sidney) (na foto acima, da esquerda para a direita).
Em entrevista para a publicação do dossiê “Antonio Meneghetti: uma viagem de Sucesso”, o presidente da AIO falou sobre o congresso. “Aquele congresso marcou a guinada do meu interesse intelectual que segue adiante ainda hoje. Com Moscou, concluí meu percurso de terapia individual e social e considero necessário afrontar diversos problemas para o homem de hoje e do futuro. Além disso, era mundial porque era a primeira vez que em um congresso de Ontopsicologia havia representantes de todos os cinco continentes da Terra. Esta foi uma razão, mas não a única. A razão de fundo é que eu queria dar ênfase à globalização”.
Qual é o problema central da globalização? Meneghetti respondeu, em entrevista à mesma publicação. “Precisamos de um critério comum. Sobre o que fundamos o Direito? O homem é a referência para o ordenamento de um plano normativo das condutas sociais. Mas qual homem? O Congresso afronta o tema qual homem deve-se ter como critério?. Continua-se em uma concepção de homem do fim do século XIX, positivista, enquanto eu falo do homem de hoje, com a sua cultura e as suas competências atuais, com os princípios da ONU. A humanidade ainda não conseguiu. Fizemos a ONU, mas ela não existe ainda na ótica do viver comum. É necessário criar princípios reconhecidos por todos. Ainda hoje estes princípios estão atrasados em relação àquele tema.”
A partir desse congresso foi elaborado o livro O critério ético do humano.
Para maiores informações sobre o congresso, indica-se a reportagem Un nuovo criterio etico all’interno dell’umanesimo, publicado na revista Nuova Ontopsicologia. Roma: Psicologica Ed., ano XVI, n. 1, fevereiro 1998. pp. 5-11.
Os trabalhos apresentados no congresso foram publicados no livro Atti del I Congresso Mondiale di Ontopsicologia. Roma: Psicologica Ed., 1999.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
CRITÉRIO CONVENCIONAL E CRITÉRIO DE NATUREZA
Quando se faz ciência, quando se realiza uma demonstração, um experimento, é necessário um critério. Um critério é a base para julgar, para distinguir, para fazer confrontos. Como se faz para definir o que é bem e o que é mal, o que é certo e o que é errado, o que leva à saúde ou que leva à doença? Um critério é um princípio que legitima o discurso de toda a teoria e relativa demonstração. Para se fundar uma ciência, portanto, é necessário estabelecer um critério.
A Ontopsicologia classifica os critérios para fundar qualquer ciência em dois gêneros: o critério convencional (a opinião) e o critério de natureza. O critério convencional é aquele usado em todas as ciências definidas exatas, como a estatística, a física, a medicina, a química etc. No âmbito dessas disciplinas, os cientistas estabelecem um critério e procedem ao longo de toda a demonstração através da aplicação desse critério. A ciência define-se objetiva se responde ao critério escolhido. Por exemplo, o critério de medida convencionado e aceito como referência para todas as medidas espaciais é o metro. Nestas ciências consideradas oficiais que se baseiam no critério convencional, quando o critério não se adapta à ideologia, o discurso não é considerado válido. Ou seja, não se busca o que é real, mas o que é conforme. Toda ciência é a conformidade ou deformidade ao critério pré-escolhido.
A escola ontopsicológica, ao invés disso, utiliza o critério de natureza. Natureza é tudo o que nasce da ação da vida. Para a Ontopsicologia, ação da vida, natureza e existência são sinônimos. Quando a natureza posiciona o ato, cria uma estrutura e lhe dá uma direção, um sentido. Se observamos cada um de nós, notamos que no interior do nosso corpo pré-existe uma lei, uma intenção. A vida predispõe o ser humano de um determinado modo, e trata-se de uma predisposição química, biológica, fisiológica, moral. Antonio Meneghetti define “natureza” esta impostação formal do corpo, que é um fato anterior à pessoa.
A natureza tem na sua base, portanto, uma lei fundamental à qual o homem não pode subtrair-se. Na medida em que existe, ele é previsto pela própria natureza que o funda. Existe um princípio que, da sua invisibilidade, atua a dinâmica das coisas e a fenomenologia biológica e psíquica. Um princípio que move a mente e o sangue, a mão e a moral do sujeito. Este critério fundamental da natureza é o que a Ontopsicologia define Em Si ôntico: a ordem apriórica e categórica de qualquer ser humano.
A ciência ontopsicológica aceita somente o critério de natureza, não aquele convencional. Se eu, pesquisador, quero chegar à verdade, devo me certificar e, para fazê-lo, a natureza me dá a mim mesmo. Deste modo se dá o processo de evidência: a verdade daquele fato nasce de mim que vejo, ou seja, nasce do mesmo princípio através do qual eu existo. A evidência implica uma exata relação de coincidência entre o objeto aberto e o íntimo de quem vê. E este é o máximo de ciência.
Para aprofundamentos sobre o tema, indica-se o texto de Antonio Meneghetti O critério epistêmico: o Em Si ôntico publicado em Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004. pp. 145-171.
A escola ontopsicológica, ao invés disso, utiliza o critério de natureza. Natureza é tudo o que nasce da ação da vida. Para a Ontopsicologia, ação da vida, natureza e existência são sinônimos. Quando a natureza posiciona o ato, cria uma estrutura e lhe dá uma direção, um sentido. Se observamos cada um de nós, notamos que no interior do nosso corpo pré-existe uma lei, uma intenção. A vida predispõe o ser humano de um determinado modo, e trata-se de uma predisposição química, biológica, fisiológica, moral. Antonio Meneghetti define “natureza” esta impostação formal do corpo, que é um fato anterior à pessoa.
A natureza tem na sua base, portanto, uma lei fundamental à qual o homem não pode subtrair-se. Na medida em que existe, ele é previsto pela própria natureza que o funda. Existe um princípio que, da sua invisibilidade, atua a dinâmica das coisas e a fenomenologia biológica e psíquica. Um princípio que move a mente e o sangue, a mão e a moral do sujeito. Este critério fundamental da natureza é o que a Ontopsicologia define Em Si ôntico: a ordem apriórica e categórica de qualquer ser humano.
A ciência ontopsicológica aceita somente o critério de natureza, não aquele convencional. Se eu, pesquisador, quero chegar à verdade, devo me certificar e, para fazê-lo, a natureza me dá a mim mesmo. Deste modo se dá o processo de evidência: a verdade daquele fato nasce de mim que vejo, ou seja, nasce do mesmo princípio através do qual eu existo. A evidência implica uma exata relação de coincidência entre o objeto aberto e o íntimo de quem vê. E este é o máximo de ciência.
Para aprofundamentos sobre o tema, indica-se o texto de Antonio Meneghetti O critério epistêmico: o Em Si ôntico publicado em Manual de Ontopsicologia. 3.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2004. pp. 145-171.
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domingo, 6 de dezembro de 2009
DO GENOMA BIOLÓGICO AO GENOMA ÔNTICO
No ano 2000, quando foi divulgado o primeiro esboço do genoma humano, o Acad. Prof. Antonio Meneghetti realizou uma conferência de abertura do ano acadêmico do UniCEUB, em Brasília, intitulada “Reflexões sobre a descoberta do genoma”.
Participaram do evento o Prof. João Herculino (Reitor do UniCEUB), o Sr. Pedro Simon (Senador da República), a Sra. Palmerinda Donato (Presidente da Academia Internacional de Cultura de Brasília), o Sr. Roberto Argenta (Deputado Federal), o Prof. Godeardo Baquero Miguel (Faculdade de Psicologia - UniCEUB), o Prof. Júlio Alejandro Vexenat (Faculdade de Ciências da Saúde - UniCEUB) e inúmeros pesquisadores, professores, empresários, políticos, profissionais liberais e estudantes.
O Prof. Antonio Meneghetti iniciou a sua exposição com uma breve introdução sobre o histórico do projeto de mapeamento do genoma e especificou definições sobre o tema. “Genoma é uma palavra grega que significa a lei da geração. É composta por νομος, que significa lei, portanto constituição, informação; e gene que deriva de γενεσις, geração, princípio, fonte, formação, criação. O significado exato de genoma é, portanto, descobrir qual é a lei da criação, isto é, entender o que é, quem é o homem”.
A novidade da escola ontopsicológica em relação a esse argumento está na descoberta do genoma ôntico. O Prof. Meneghetti apresentou esse conceito e a sua relação com o genoma biológico. Comparando-o a um projeto de um edifício, expôs que uma construção é constituída por tantos componentes materiais, combinações técnicas, que possuem uma ordem, um escopo. Não obstante a composição do cimento ser igual em várias edificações, existe uma diferença substancial: a função para a qual foram construídas. Portanto, para entender de fato um edifício, deve-se entender o seu projeto.
“Mapear um gene não significa ter decifrado a sua mensagem, o seu projeto, mas simplesmente ter individuado a posição daquilo que o compõe. Sequenciar o genoma humano significa ter a inteira sucessão das letras que o compõem, mas não quer dizer entender o seu significado. Certamente é um passo indispensável para poder realizá-lo, mas é necessário um outro campo de leitura”. E essa é uma das grandes contribuições da escola ontopsicológica. “A Ontopsicologia entendeu o significado da sequência, do projeto e individuou o critério através do qual é possível lê-lo. Este é o genoma ôntico do qual falo”, explicou o Prof. Meneghetti.
Através da pesquisa prática e clínica, a Ontopsicologia descobriu, individuou, descreveu esse critério e o denominou Em Si ôntico. Sucessivamente, descreveu como informações acrescentadas podem alterar o projeto original. “Através desse critério se entende qual é o projeto-base, a informação original, à qual, porém, o sujeito introduziu outras informações, estereótipos, complexos não côngruos. Ou seja, colocou hábitos que o ecossistema original não aprova, não reconhece, criando variáveis impróprias no interior do DNA, por isso o DNA é capaz de produzir os arquitetos da doença. Tudo isso parte da livre causalidade psíquica do sujeito”.
Enquanto humanos inteligentes e pesquisadores objetivos, podemos chegar a esta realidade, porém a psicologia deve retornar a fundamentos da física atômica. Os grandes físicos da história sabiam que o ponto último era a psique, sabiam que o nó gordiano era uma informação psíquica. A Ontopsicologia abriu essa estrada.
A síntese da conferência Reflexões sobre a descoberta do Genoma realizada no UniCEUB, de Brasília, pode ser encontrada na revista Nuova Ontopsicologia. Roma: Psicologica Ed., ano XIX, n. 1, abril 2001. pp. 32-37.
Para maiores informações sobre o argumento, indica-se o livro de Antonio Meneghetti Genoma ôntico. 2.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2003.
Participaram do evento o Prof. João Herculino (Reitor do UniCEUB), o Sr. Pedro Simon (Senador da República), a Sra. Palmerinda Donato (Presidente da Academia Internacional de Cultura de Brasília), o Sr. Roberto Argenta (Deputado Federal), o Prof. Godeardo Baquero Miguel (Faculdade de Psicologia - UniCEUB), o Prof. Júlio Alejandro Vexenat (Faculdade de Ciências da Saúde - UniCEUB) e inúmeros pesquisadores, professores, empresários, políticos, profissionais liberais e estudantes.
O Prof. Antonio Meneghetti iniciou a sua exposição com uma breve introdução sobre o histórico do projeto de mapeamento do genoma e especificou definições sobre o tema. “Genoma é uma palavra grega que significa a lei da geração. É composta por νομος, que significa lei, portanto constituição, informação; e gene que deriva de γενεσις, geração, princípio, fonte, formação, criação. O significado exato de genoma é, portanto, descobrir qual é a lei da criação, isto é, entender o que é, quem é o homem”.
A novidade da escola ontopsicológica em relação a esse argumento está na descoberta do genoma ôntico. O Prof. Meneghetti apresentou esse conceito e a sua relação com o genoma biológico. Comparando-o a um projeto de um edifício, expôs que uma construção é constituída por tantos componentes materiais, combinações técnicas, que possuem uma ordem, um escopo. Não obstante a composição do cimento ser igual em várias edificações, existe uma diferença substancial: a função para a qual foram construídas. Portanto, para entender de fato um edifício, deve-se entender o seu projeto.
“Mapear um gene não significa ter decifrado a sua mensagem, o seu projeto, mas simplesmente ter individuado a posição daquilo que o compõe. Sequenciar o genoma humano significa ter a inteira sucessão das letras que o compõem, mas não quer dizer entender o seu significado. Certamente é um passo indispensável para poder realizá-lo, mas é necessário um outro campo de leitura”. E essa é uma das grandes contribuições da escola ontopsicológica. “A Ontopsicologia entendeu o significado da sequência, do projeto e individuou o critério através do qual é possível lê-lo. Este é o genoma ôntico do qual falo”, explicou o Prof. Meneghetti.
Através da pesquisa prática e clínica, a Ontopsicologia descobriu, individuou, descreveu esse critério e o denominou Em Si ôntico. Sucessivamente, descreveu como informações acrescentadas podem alterar o projeto original. “Através desse critério se entende qual é o projeto-base, a informação original, à qual, porém, o sujeito introduziu outras informações, estereótipos, complexos não côngruos. Ou seja, colocou hábitos que o ecossistema original não aprova, não reconhece, criando variáveis impróprias no interior do DNA, por isso o DNA é capaz de produzir os arquitetos da doença. Tudo isso parte da livre causalidade psíquica do sujeito”.
Enquanto humanos inteligentes e pesquisadores objetivos, podemos chegar a esta realidade, porém a psicologia deve retornar a fundamentos da física atômica. Os grandes físicos da história sabiam que o ponto último era a psique, sabiam que o nó gordiano era uma informação psíquica. A Ontopsicologia abriu essa estrada.
A síntese da conferência Reflexões sobre a descoberta do Genoma realizada no UniCEUB, de Brasília, pode ser encontrada na revista Nuova Ontopsicologia. Roma: Psicologica Ed., ano XIX, n. 1, abril 2001. pp. 32-37.
Para maiores informações sobre o argumento, indica-se o livro de Antonio Meneghetti Genoma ôntico. 2.ed. Recanto Maestro: Ontopsicologica Ed., 2003.
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